Honestidade: Por ter conseguido se aposentar, mulher cancela Bolsa Família no sudoeste baiano.

Na última quarta – feira (11), um ato ético e digno foi realizado pela senhora Maria do Carmo Santos beneficiária do Programa Bolsa Família em Barra do Choça, distante 260 Km de Ilhéus, no sudoeste baiano.  Como ela não necessita mais receber recursos do Programa Bolsa Família (PBF), a senhora foi até a Secretaria Municipal de Assistência Social doo município para solicitar o desligamento voluntário do Programa. O objetivo, segundo ela, é disponibilizar para que outras pessoas que precisem venham a receber o benefício. “Esse benefício me ajudou muito, mas entendo que nesse momento tem pessoas que precisam mais que eu, por isso gostaria de pedir para outras famílias que não tem tanta necessidade que fizessem o mesmo, pois assim daria oportunidade para que outra família carente possa vim a receber o benefício”, disse.

A Coordenadora CadÚnico e do Programa Bolsa Família na cidade, Neuma Santos, parabenizou a iniciativa da senhora Maria do Carmo pela ação generosa e atitude em entregar o beneficio. “Muito bom quando a pessoa tem consciência que não precisa mais do benefício, quem ganha são as famílias que precisam e estão na fila de espera, parabéns a equipe pelo trabalho de conscientização realizado em nosso Município”, disse. Dona Maria do Carmo pediu o desligamento depois de se aposentar.

Em 2015, a cidade foi novamente notícia quando a senhora Maria Lúcia Pereira,  com 41 anos na época, também moradora de Barra do Choça, dirigiu-se à Secretaria de Assistência Social para pedir o cancelamento do seu benefício do Programa Bolsa Família, após começar a receber sue Auxílio – Doença, também paga pelo Governo Federal. Ela recebia o benefício do benefício a cinco anos, o valor de R$ 77,00. Na época,  assim que ela soube que iria receber o benefício (Auxílio- Doença) ela em consonância com o seu esposo, planejaram  e devolveram o Bolsa Família. “Com este benefício que vou receber será o suficiente para suprir as minhas necessidades e vou devolver, porque tem muita gente que necessita e não tem”. – mencionou.

O Ilhéus em Pauta fez um busca nas redes sociais e plataformas de busca para ver se tinha algum(a) ilheense que teve o mesmo gesto autruísta e devolveu o recurso por não mais precisar, mas aqui achamos o contrário. Em matéria publicada pela Secom Ilhéus em fevereiro desse ano, um relatório da CGU detectou que “345.906 famílias apresentam fortes indícios de terem declarado de forma incorreta as informações de renda no momento do cadastramento. Elas poderão receber sanções legais, como o cancelamento dos respectivos benefícios e a devolução dos valores indevidamente recebidos, além da impossibilidade de retornar ao Bolsa Família. Caso a família restitua os valores recebidos indevidamente, poderá voltar ao programa após 12 meses da data do pagamento. Como a CGU também encaminha o relatório ao Ministério Público Federal, os casos identificados poderão ser objeto de inquérito da Polícia Federal para responsabilização criminal do responsável familiar, que tenha omitido ou subdeclarado renda no momento do cadastramento ou da atualização cadastral. O trabalho da CGU identificou pelo menos um membro dessas famílias com renda formal superior a meio salário mínimo per capita nas seguintes bases de dados” – relatou a publicação.

Por mais pessoas assim. O mundo ainda tem jeito.

*Com informações do Blog do Jorge Amorim e Blog do Rodrigo Ferraz

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