Vitória da Conquista: Presos vão trabalhar como garis nas ruas de

Terceira maior cidade da Bahia, com 338 mil habitantes, a cidade de Vitória da Conquista, no Sudoeste do estado, dará oportunidade a 50 detentos do regime semiaberto. Eles farão trabalhos de gari e de serviços gerais, de forma remunerada. O município é pioneiro no estado neste tipo de contratação.

O projeto, que ressocializará detentos do Conjunto Penal Nilton Gonçalves, foi anunciado pela prefeitura local e servirá como uma forma de pagamento de dias de pena, além de possibilitar uma contratação futura deles.

De acordo com o diretor do presídio, Alexsandro Silva, os presos receberão um salário de aproximadamente R$ 750 – metade deste valor irá automaticamente para uma conta poupança controlada pelo Estado da Bahia e a outra para suas famílias.

Além disso, a cada três dias trabalhados, o detento terá um dia da pena abatido. Caso opte por estudar, a redução é calculada da seguinte maneira: a cada 12 horas estudadas, o recluso ficará um dia a menos no presídio.

Com o ingresso de mais 50 presos nos serviços públicos, a prefeitura local passará a contar com a força de trabalho de 72 internos. Há 60 dias, 22 deles já foram empregados em um projeto de plantação de palmas na zona rural da cidade.

Já na área urbana, os detentos vão trabalhar na limpeza de vias, além de prestar serviços gerais em feiras, praças públicas e cemitérios, segundo informou o secretário municipal de Serviços Públicos José Marques.

Na Prefeitura de Conquista há 120 garis. Além disso, outros 278, contratados pela empresa Torre, são responsáveis pelos serviços de limpeza pública da cidade e trabalham na varredura das ruas e coletas de lixo diariamente.

Recompensados
Na unidade prisional, que existe há cerca de 30 anos, só existem presos em regime semiaberto ou mulheres em regime fechado e semiaberto. O local conta com 241 do sexo masculino e 62 do sexo feminino –  duas estão no projeto de plantação de palmas e outras duas em uma repartição pública. A meta é que outros 100 apenados comecem a trabalhar ainda este ano.

Bem comportados
De acordo com Alexsandro Silva, os presos que participam do projeto de ressocialização melhoraram a questão comportamental e se mostram mais dispostos à uma ressocialização após o cumprimento da pena.

O projeto ainda passa por ajustes, como o pagamento de alguns internos que não possuem conta em banco e, por isso, ainda não forem remunerados. Na Prefeitura de Vitória da Conquista, estuda-se ainda onde ficarão concentrados os pagamentos. Atualmente, os internos que trabalham na plantação de palmas estão contratados pela Emurc, empresa pública municipal.

Já os que vão para os serviços de limpeza e gerais ainda não se sabe se serão contratados diretamente pela Secretaria de Serviços Públicos ou pela empresa Torre, que até então não foi convidada a participar do projeto, segundo informou a gerência.

Mais de 2.300 presos realizam trabalhos na Bahia
Segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap), atualmente 2.306 apenados desenvolvem atividades laborativas na Bahia, que até esta segunda-feira (22) tinha população carcerária de 14.504 presos.

Dos que realizam atividades no estado, 897 possuem trabalhos remunerados, sendo 552 do regime fechado, 18 do provisório, oito do aberto e 319 do semiaberto. Há outros 1.409 presos que desenvolvem atividades sem remuneração, sendo 617 do regime fechado, 471 provisórios e 321 do semiaberto.

Com geração ou não de renda, eles têm um dia a menos de pena a cada três dias trabalhados, afirma a Seap.

*Com informações do Correio 24 Horas

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