Câmara dos Deputados rejeita denúncia contra Temer e se livra pela segunda vez

A segunda denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer foi rejeitada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (25) portanto não vai enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF).Ele foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. A denúncia rejeitada pela Câmara também esta incluso os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil e Moreira Franco da Secretaria Geral, ambos acusados de organização criminosa. É a  segunda vez que os deputados livram o presidente de ser processado. A primeira denúncia, por corrupção passiva, foi votada em agosto e rejeitada, por 263 votos a 227.

A sessão se arrastou por várias horas graças a uma estratégia da oposição de não registrar presença no plenário e de retardar a votação ou, até mesmo, conseguir adiar a sessão. O quantidade necessária para iniciar a votação só foi atingido por volta das 17h, oito horas depois do início da sessão .

Para garantir o resultado favorável, o governo atuou em várias frentes, como a liberação de emendas para a base aliada e a exoneração de ministros que detêm cargo de deputado para que pudessem votar também. Por volta das 20h34, a base aliada de Temer conseguiu reunir os 172 votos necessários para barrar o andamento da denúncia.

Ao analisar a denúncia contra Temer nesta quarta, os deputados aprovaram o relatório da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), elaborado pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomendava a rejeição da denúncia.

O advogado do peresidente Eduardo Carnelós, disse que a denúncia não apresentou provas e “mancha” a imagem da PGR. Já para Daniel Gerber, que defende Eliseu Padilha, argumentou que não há nenhum fato relacionado ao ministro na denúncia. Segundo  ele argumente, a peça é uma tentativa de criminalizar a política. Ao fazer a defesa do ministro Moreira Franco, o advogado Antônio Pitombo afirmou que a PGR apresentou uma denúncia “sem fato e sem tipicidade de crimes”. Desta vez, foi 251 contra 233.

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