Conta de luz deve continuar na bandeira vermelha até o final do ano, prevê ONS

A bandeira tarifária da conta de luz poderá continuar vermelha até o final de 2018, avaliou o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, durante o seminário “O Futuro do Setor Elétrico Brasileiro: Desafios e Oportunidades”, promovido nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro.

Durante o encontro, Barata explicou que, mesmo com o início do período de chuvas, as térmicas deverão continuar ligadas, uma vez que existe um contexto de escassez hídrica nas hidrelétricas, o que justifica a manutenção da conta de luz na bandeira vermelha.

Sistema de bandeiras na conta de luz

Conforme explica a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema de bandeiras foi pensado para sinalizar ao consumidor os custos reais da geração de energia elétrica . As cores verde, amarela ou vermelha indicam se a energia está mais ou menos cara por causa das condições de geração. Confira o que significa cada uma delas:

  • Bandeira verde: Condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira amarela: Condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,010 para cada 1 quilowatt-hora (kWh) consumido;
  • Bandeira vermelha : Condições mais custosas de geração. Assim, os valores da Bandeira vermelha é dividido em “Patamar 1” que significa um aumento de R$ 0,030 para cada 1kWh consumido e “Patamar 2”, no qual será cobrado R$ 0,050 para cada 1kWh consumido.

Deficit do setor elétrico também encarece a energia

No começo de setembro, após uma reunião com a diretoria da Aneel, foi confirmado que as  contas de luz ficariam mais caras. Isso porque os consumidores devem pagar R$ 1,937 bilhão para cobrir o deficit do orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) de 2018.

O valor aprovado é maior do que o colocado em audiência pública no dia 7 de agosto. Na época, a Aneel havia proposto um aumento de R$ 1,446 bilhão, que também seria distribuído entre as contas de luz pagas pelos consumidores.

A CDE financia medidas como o pagamento de indenizações a empresas e o subsídio para as contas de luz das famílias de baixa renda, por exemplo. O reajuste foi definido depois que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) verificou que o orçamento da CDE deste ano seria insuficiente para pagar todas as despesas.

O acréscimo será repassado para as tarifas que forem reajustadas ainda em 2018. Para as empresas que distribuem energia elétrica e já sofreram aumento este ano, o valor só será incluído na conta de luz dos consumidores em 2019.

*Com informações da Agência Brasil

 

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