Marca retira camiseta com estampa da antiga Febem de suas lojas após polêmica

A página do Facebook da marca de roupas  A mulher do Padre , também conhecida como AMP , foi centro de discussões entre os internautas no último final de semana após a loja colocar à venda camisetas com a estampa da Fundação para o Bem-Estar do Menor ( Febem ), atualmente chamada de Fundação Casa.

A polêmica aconteceu após o consumidor Marcel Nunes, de 27 anos publicar em sua página pessoal uma foto da camiseta com o texto: “Estou meio indignado por ter encontrado essa camiseta na loja da AMPamulherdopadre aqui perto do trampo, que falta de sensibilidade absurda. Simular um suposto uniforme da Febem pra hipster pagar de ‘hypado’, é sério mesmo???”.

Em resposta, a marca postou um pedido oficial de desculpas em sua página e informou que a linha a qual a camiseta pertencia a “uma marca de camisetas de uniformes de companhias aéreas, instituições, concertos musicais e muitas outras que remetem a um passado distante”.

Internautas questionaram ironicamente no Facebook quando a marca AMP (A Mulher do Padre) irá lançar uma camiseta com a suástica nazista (Foto: Reprodução Facebook)

Para concluir, a empresa admitiu que a inclusão da camiseta foi equivocada. “Consideramos que foi um erro a colocação de uma marca como a da Febem nessa linha, retiramos as camisetas imediatamente das lojas, e pedimos desculpas a todos”.

Insatisfeitos com a nota, muitas pessoas afirmaram que a AMP utilizou como arte um símbolo que oprimiu muitos jovens e questionaram o fato da empresa ter mencionado que a linha é dedicada a aspectos que fazem “parte das nossas vidas de alguma forma”. Depois das reclamações, a AMP editou o pedido de desculpas.

Outros casos de polêmica

Há alguns dias, outro polêmica envolveu a marca sueca Hennes & Mauritz (H&M) . A empresa foi acusada de racismo por internautas após fazer um anúncio polêmico em seu site. Nele, a loja mostrava a foto de um menino negro usando um moletom com a frase “coolest monkey in the jungle”, que, em tradução livre, significa “o macaco mais legal da selva”.

Após a revolta dos usuários nas redes sociais, a marca também decidiu pedir desculpas pelo acontecido por meio de comunicado enviado à emissora norte-americana CBS . “Nós sinceramente pedimos desculpas por esta imagem. Ela já foi removida de todos os sites e o produto não será comercializado nos Estados Unidos. Nós acreditamos na diversidade e inclusão em tudo o que fazemos, e vamos rever nossas atividades cotidianas”, disse a H&M.

 

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