Artigo: Ainda não estamos prontos para a força da mulher?

Por: Manuela Berbert

Tenho visto e acompanhado, cada vez mais, o excelente desempenho de diversas mulheres pelo mundo. Observo algumas se encontrando, profissionalmente falando, e muitas se reencontrando. Quase todas tomando as rédeas do próprio destino pelas mãos, independente da sua idade, classe social e financeira.

Só ontem li que a autobiografia de Michelle Obama, Becoming – a Minha História’, não para de bater recordes em vendas. Recorde esse que, invariavelmente já era de uma mulher, E.L.James, autora da trilogia Cinquenta Sombras de Grey. As revelações da antiga primeira-dama norte-americana trazem, de problemas comuns na gravidez à terapia de um casal em crise, diminuindo cada vez mais a suposta distância entre as damas das altas sociedades e as mulheres de vida simples.

Enquanto isso, também foi divulgado na última segunda-feira e voltado para o universo mais jovem, a seguinte manchete: dentre os candidatos que tiraram nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018), as mulheres foram a grande maioria. Os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), trazem mais uma realidade: o alto poder de entendimento delas sobre a vida em si, já que as questões das provas têm trazido as relações humanas e seus problemas cotidianos à tona, sempre.

Na contramão disso tudo, vale ressaltar, o índice de violência doméstica só cresce. Basta uma olhadinha nos veículos de comunicação para encontrarmos manchetes sobre crimes passionais, por exemplo. É inegável, também, que portas para as grandes oportunidades de emprego foram, enfim, abertas para as mesmas. No entanto, ainda constata-se que muitas chegam a cargos importantes de liderança, correspondem às suas qualificações, mas são mal remuneradas. Diante de um cenário diário tão dúbio e conflitante, me questiono: ainda não estamos prontos para a força da mulher?

Manuela Berbert é publicitária e escreve no blog www.manuelaberbert.com.br

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