Ilhéus: “Caos na saúde está instalado na cabeça das pessoas”, segundo secretária, por falta de esclarecimento à população

Como já noticiado aqui no Ilhéus em Pauta, a cidade está tendo dificuldade em diversos setores como turismo, infraestrutura, emprego e renda, dentre outras, mas a pasta da saúde no municipio tomou proporções que o mais pessimista dos “analistas” não poderiam imaginar.

Buscando respostas para alguns questionamentos, em 26 de janeiro desse ano, enviamos e-mail os setores responsáveis da Sesau Ilhéus com perguntas sobre a atual situação saúde no municipio e os próximos passos em busca de soluções. No e-mail, mencionamos que “após um ano da gestão do prefeito Mário Alexandre, a pasta da saúde no municipio tornou-se algo muito delicado. A população reclama principalmente em redes sociais e pelos meios de imprensa, da falta de profissionais nos postos, de materiais, a distância que as pessoas tem de percorrer para chegar, dentre outras coisas.

Acreditamos que com 01 ano de gestão, muita coisa poderia ter sido feita para a saúde do municipio ter uma melhor assistência, mas num primeiro momento, ou a primeira impressão que se tem, é que poderia ter visto com mais atenção esse setor. As pessoas sempre focam nos que poderia ter feito para melhorar e cobram muito isso, não nas conquistas alcançadas pela pasta.

Nosso intuito não é apontar os problemas, eles já existem. O que queremos com isso é montar uma matéria com o posicionamento da Sesau a respeito dessas questões pontuais para esclarecer ao nosso leitor e à população ilheense quais são as possíveis soluções que possam amenizar ou sanar de fato os problemas”.

As perguntas foram:

01) Quais foram as conquistas alcançadas pela atual Secretaria de Saúde? O que mudou? O que melhorou?

02) A situação do Sara no Parque Infantil, porque chegou a esse ponto? Tem alguma previsão de quando ele voltará a funcionar?

03) Sabemos que o HRCC veio num momento oportuno e necessário para a região, mas em contrapartida o Hospital Regional, com serviços prestados há 47 anos, virou (ou vai virar ainda) um hospital materno – infantil? Foi uma decisão acertada?

04) A continuação da pergunta 03, é porque tanto os funcionários quanto boa parte da população não viram com bons olhos a mudança de funções do Regional, tem muita gente que não sabe para onde se dirigir, caso se acometam de alguma enfermidade. A SESAU divulgou alguma espécie de lista para onde as pessoas devem se dirigir quando acontecer algo?

05) Porque na mente de uma pessoa comum, a coexistência do HRCC e HRLVF poderia haver e na visão do Governo do Estado, Sesau e Prefeitura municipal não poderia? Perguntamos isso porque na visão de muitos, uma complementaria a outra e fortaleceria a saúde na cidade. Poderia nos dar um esclarecimento a respeito?

06) A vinda do HRCC como dizemos em pergunta anterior não é questionada: é até bem-vinda. Porém com com a vinda dele e a nova denominação do HRLVF, porque não se pensou ANTES em se criar as UPA´s e Pronto Socorro 24 horas que ainda não saíram do papel, para que quando se concretizasse todo o processo de transição, a população que dependia do HRLVF não tivesse ficado com a impressão de estar desassistida?

Infelizmente, o IEP não teve retorno do e-mail durante todo esse tempo, e focamos nos publicações e release´s que muitos meios de imprensa e assessorias publicaram. A mais sólida, por assim dizer, foi o da  comissão formada por vereadores, conselho de saúde e o Deputado Federal Bebeto Galvão (PSB), foram a Salvador no ultimo dia 15/02 para buscar soluções e respostas e como retorno, tiveram a promessa de investimentos da ordem de R$ 15 milhões para reestruturar a pasta, e mais uma vez, não houve diálogo ou hipótese do Regional voltar à ativa, para fortalecer o sistema.

Outra ação foi habilitar o Hospital de Ilhéus, que é particular a receber essa demanda materno – infantil enquanto o Regional passa por reforma para a nova designação, com investimentos anuais na ordem de R$ 5 milhões. A readequação da Policlínica da Conquista e da Zona Sul para unidades 24 horas, reforma construção de mais unidades de saúde também foi uma das ações anunciadas.

A impressão que se dá é que a principal interessada, a população, está passando ao largo da crise, ou que não há crise no setor. Pessoas estão perdendo suas vidas, há bastante desinformação, e a resposta – padrão de que “está consertando o que a gestão anterior deixou a desejar” não está sendo mais aceita. O que se pede e se cumpra é posicionamento firme e ações que visem resolver o problema. Mas isso é visão de quem está de fora, que vive os perrengues de conseguir atendimento e que não morra tentando.

Na segunda (19) em entrevista ao Programa O Tabuleiro, comandado por Villa Nova a  Secretária de Saúde de Ilhéus, Elisângela Oliveria, falou  sobre os investimentos anunciados pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia no município. Na entrevista (que pode ser ouvida na íntegra no final da matéria), a Secretária explicou como estão sendo feitos os atendimentos pediátricos e adultos na cidade. Ao final, agradeceu pela oportunidade de poder tratar sobre estes assuntos, declarando que o “caos está instalado na cabeça das pessoas” segundo ela, pela falta de esclarecimentos à população.

Na tarde de hoje (20) às 16 horas, mais uma vez servidores e entidades sindicais convocam a população para mais um ato em defesa do Regional, e mesmo com a “pá de cal” sobre o caso, eles não desistir, Afinal é uma luta que interessa a todos. Será na Praça JJ Seabra, no centro.

Link abaixo da entrevista concedida ao Programa O Tabuleiro, de 15/02:

https://www.4shared.com/mp3/1fhPoXLGca/ENTREVISTA_SECRETARIA_ELISNGEL.html

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