Ilhéus: Suposto caso de omissão do SAMU quase tira a vida de uma criança

Chegou à redação do Ilhéus em Pauta na noite da última terça- feira (19), um relato aflito de uma mãe que foi até as últimas consequências pela vida de seu filho. Ela precisou da ajuda do SAMU e segundo a mesma, lhe foi negado, pura e simplesmente, uma mistura de descaso, omissão e arrogância que se confirmados, mais uma vez coloca a saúde de Ilhéus na berlinda.

Tailane Jesus dos Santos, de 25 anos, é mãe de um menino de iniciais C.S de  7 anos,  portador de diabetes tipo 1 e com episódio de crises convulsivas . No início da tarde, ele passou mal, com muita dor abdominal, dor na garganta, caroços por todo o corpo,  além da glicemia marcando 433, um índice bastante elevado.

Indice apontado quando a criança em crise (Foto: Reprodução WhatsApp)

Ela fez o que toda mãe faria, buscou ajuda,ai que começa o martírio. Segundo a mãe, ligou para o SAMU, relatando o caso. A médica plantonista informou via telefone que era para  pegar seu filho e conduzir até o hospital que ela (a plantonista) ligaria  para eles ficar esperando para o pronto – atendimento, coisa que não foi feita. Voltou a ligar informando que de fato precisava da ambulância pois ele estava muito debilitado e além do que foi relatado, passou a vomitar.

Ainda de acordo com Taliane, a  plantonista mais uma vez informou que a mãe por seus próprios meios,  levasse a criança ao hospital, pois não tinha unidade SAMU disponível naquele momento. A mãe, sem recursos para isso, clamou aos céus e ao bom senso da plantonista para que a ajudasse. Como resposta, segundo a mãe, a plantonista mandou que “ela se virasse, pedisse ajuda aos vizinhos e não enviaria a ambulância para o socorro”. Além disso, de acordo com relatos da mãe, que ela procurasse o CRAS e ameaçou “delatar a mãe junto ao Conselho Tutelar (?)” caso a mãe insistisse em pedir ajuda, insinuando que ela (a mãe) estivesse usando de maus tratos à criança, quando justamente era o contrário: Ela estava implorando por socorro.

Imagem do celular da mãe, indicando a quantidade de vezes que fez tentativas junto à SAMU, onde a plantonista mandou “ela se virar” (Foto: Reprodução WhatsApp)

Com a ajuda de um amigo, conseguiu um veículo e foi encaminhado ao Hospital de Ilhéus e segue em observação. O  valor de glicemia normal  é de 70 a 110 mg/dl em jejum oral de 8 horas. Os Valores intermediários entre 110-126 mg/dl devem ser mais bem investigados com outros testes para afastar o diagnóstico de diabetes. É aceitável a glicemia pós-prandial (após refeição) de 140mg/dl. (*)

Laudo médico do Hospital atestando o fato (Foto: Reprodução WhatsApp)

Caso confirme esse lamentável episódio, ou não haja esclarecimentos oficiais da SESAU sobre isso,  junta-se a outros casos de omissão e despreparo para lidar com situações de tensão, e nesse caso, segundo a mãe, quase custou a vida de seu filho. Perguntamos à mãe o nome da plantonista, mas dado ao nervosismo do momento, não soube dizer, o que compreensível nesse caso.

A criança segue em observação,  os médicos estão fazendo tudo o que é necessário para o restabelecimento. “O que não podemos é nós calar! Hoje foi meu filho, amanhã é outra pessoa. Ou até alguém perder a vida por negligência, omissão e  ignorância desse povo.” – relatou indignada.

Com a palavra, a SESAU Ilhéus.

(*) Com informações do site Enfermagem – A arte de cuidar

 

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