Jogo de empurra e descaso com idosa morta revolta vizinhos no bairro do Malhado

Uma idosa identificada como Berenice, de 70 anos,  morreu dentro de sua casa, na Rua Uruguiana, bairro do Malhado, há pelo menos 48 horas atrás,  de ataque cardíaco. Beré, como era conhecida, morreu dormindo e o laudo cadaverico constatou o fato. Uma perda de vida humana é sempre impactante,  principalmente quando ela é conhecida de toda uma comunidade,  e evidentemente causa uma comoção, é inevitável.

Mas o que poderia ser evitado é o fato que se desenrolou  até o seu desfecho. Uma equipe do Ilhéus em Pauta estava nas proximidades quando foi informada do ocorrido e para lá se dirigiu. Respeitando a dor dos familiares, mantivemos distância. Vizinhos indignados com a situação como ela se apresentava. Um dos filhos da idosa, as 8 da manhã de hoje estranhou a demora em abrir a porta de casa e forçou a  entrada.

Deparou com a idosa imóvel,  deitada de bruços, em cima da cama, como se estivesse dormindo, mas o corpo estava frio e rígido. Tomado pelo pânico chamou os vizinhos, mas nada podiam fazer, a mesma estava em óbito.

Ai começa o desrespeito a vida humana. Acionaram o SAMU que compareceu, viram a mulher, preencheram um formulario e foram embora.  Desde às 8 da manhã até às 16 horas, nem o DPT Ilhéus e nem uma autoriade policial tinha aparecido para dar orientações a familia, que por iniciativa propria, iniciou uma peregrinação em busca de ajuda.

Segundo informações de vizinhos, por volta das 17 horas, finalmente uma viatura policial apareceu para constatar o óbvio. E duas horas depois veio um veículo funerario para rerirar o corpo e proceder com os preparativos.

Mas não pára por ai: Tanto a idosa, carente e sem posses, quanto os familiares não dispunham de dinheiro para o enterro e foi preciso apelar ao  serviço social para pelo menos conseguir o caixão,  o que foi garantido,  mas as taxas e os serviços funerários não estão inclusos e ficaram orçados em 500 reais. Vizinhos se comoveram e organizaram uma vaquinha para custear , mas até o fechamento da matéria,  tinham conseguido arrecadar um pouco menos da metade do valor.

Tanto o Ilhéus em Pauta, familiares e vizinhos desconhecem a metodologia que os órgãos responsáveis utilizam para um corpo aguardar mais de 12 horas para ter algum tipo de intervenção.

Não conseguimos contato com o DPT Ilhéus, nem com as autoridades policiais até o fechamento desta pauta. O espaço como sempre está garantido no site para demandas e esclarecimentos,  se for o caso.

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