Porque é tão difícil ser atleta em Ilhéus?

É, caros leitores do Ilhéus em Pauta, o titulo da matéria deveria ser ”Porque é impossível ser atleta em Ilhéus”?, mas olhando com um pouco mais de atenção, a primeira coisa que se deve ter em mente, principalmente quando se é atleta, em especial os de alto rendimento, o termo ‘impossivel ‘ é uma palavra riscada na cabeça deles há milênios.

Não é  fácil a vida de um esportista, independente da modalidade. Mas será que a rotina deles é tão tranquila?

Seria, se a mente dele estivesse apenas focada para os treinos e competições, mas infelizmente em Ilhéus, eles tem preocupações tão sérias o quanto, e apoio é uma delas. Ninguém é feliz sozinho, consequentemente, ninguém consegue bons resultados, reconhecimento, respeito e retorno sem ter quem o suporte nos ideais.

Ilhéus teve muita representatividade no Handebol, Volleyball, principalmente nos jogos estudantis, mas isso se perdeu. O basquete de Ilhéus é de excelência e tem  resultados importantes em todas as atividades e campeonatos que podem participar. O Triathlon, que na década de 90 e inicio dos anos 2000, teve etapas do Brasileiro e atraía multidões, também se perdeu. Mas no Duathlon, mesmo a duras penas, a chama se mantem acesa. O exemplo de atleta na modalidade,  é Matheus Moraes, um dos melhores do estado e que conquistou recentemente O campeonato Baiano da modalidade e sempre trazendo resultados expressivos. O Mountain Bike ilheense tem galgado seu espaço no cenário estadual e nacional  e ganhando campeonatos importantes. Os treinos são árduos.

Nas artes marciais, Ilhéus também tem seus atletas. Karatê, Aikido, Judô, Boxe Chinês, Muay Thai,  e Taekwondo são alguns exemplos de com disciplina, forma-se cidadãos. O Jiu Jitsu, que está em evidência, tem seu celeiro de atletas de alto rendimento que buscam e conseguem resultados para o estado e para a cidade. Rameses Caridas, Tércio “Magrão” Arruda, Lucas “Curumin” Assis, Guilherme “Fubuia” Figueiredo, Douglas Bacega, Marcos José, sao alguns exemplos da modalidade. Além de atletas de alto rendimento, trazem resultados importantes, tanto em campeonatos estaduais, quanto os nacionais.

E o que todos essas modalidades esportivas tem em comum? A falta de apoio, mesmo que essa resposta seja óbvia, é o que mais acontece. Não há patrocínio fixo ou algum tipo de apoio, seja ela com logística, bolsa – atleta, nutricionistas, nada disso. E não é um luxo, é uma necessidade. E isso segue uma logica bem simples: Se você tiver uma boa retaguarda, com pessoal motivado, os resultados naturalmente vem.

A pasta de esporte, uma subdivisão da secretaria de turismo, até pra se ligar para colher informações de o porquê disso acontecer, já é uma aventura à parte. Os governantes parecem não se importar em fortalecer esse quesito, junto com outros problemas pontuais da cidade que seguem pelo mesmo caminho.

O empresariado local também a sua quota de culpa. É evidente que não se pode exigir de alguém que faça algo que não queira, mas e o bom senso? Óbvio e claro com muito não e porta na cara, alguns desses atletas conseguem apoio e disputam campeonatos. Os atletas de Jiu Jitsu por exemplo, 8 deles estão indo com recursos próprios, vaquinhas, rifas e até venda de feijoada, conseguiram os recursos necessários para participar do Campeonato Brasileiro de Jiu Jitsu em São Paulo, um campeonato importante para os praticantes da arte suave. O tempo gasto em busca de ajuda poderia ser revertido em mais de horas de treino para que fiquem ainda melhores.

Esse mesmo empresariado deveria abrir os horizontes e pensar no seguinte: Seu negócio tem visibilidade, o atleta poderá participar de peças publicitárias, toda e qualquer ação feito pelo atleta levará o nome de seu negocio, dentre outras vantagens. Mas aqui, essa ideia custa a criar seguidores fiéis. Tem suas ilhas de exceção, mas deveria ser bem mais amplo a participação do empresariado local. É o nome da cidade que estão levando.

Além de ter o dom para o esporte que vai praticar, um atleta precisa de grande preparo físico e psicológico para trabalhar. Junto a isso ele precisa ter uma rotina que deve ser seguida, as vezes desde a adolescência, para conseguir o que almeja. Muitas vezes o esportista vai precisar abrir mão de alguns momentos da vida para se dedicar somente ao esporte. Sem força de vontade e dedicação nada do que fazemos vai dar certo.

O lado competitivo do atleta estará sempre em teste e para quem pratica e gosta, certamente é gratificante poder participar de competições de alto nível. Mesmo sem ser fácil, o esporte é muito importante para a sociedade e por isso devemos admirar e respeitar todos os atletas. Os nomes dos atletas e modalidades foram marcados para que você leitor do Ilhéus em Pauta saibam quem são e o que fazem em prol dos esportes que representam. E esse assunto junto com demais temas relacionados ao esporte será o tema do Programa Enfoque da Ilhéus FM, apresentado pelas talentosas Luciana e Lívia Carvalho e recebem os convidados Mário Cardoso e João Barros Brasil, faixa preta de Jiu Jitsu, que darão sua contribuição ao programa. Será na próxima terça feira (24) às 16 horas. Não perca!!!

Acesse: http://www.ilheusfm.com.br/ para ouvir o programa.

*Com informações parciais do site http://revistanovafamilia.com.br (Dieverson Colombo)

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