Saúde: Mãe precisa de apoio para ajudar filho com anemia falciforme, após fechamento do HGLVF para reforma.

Quando o assunto é saúde em Ilhéus, parece um assunto inesgotável, ainda mais em dias difíceis como esses.  Até mesmo para quem tem o oficio de informar, denunciar, promover o debate e a opinião, como o Ilhéus em Pauta, fica complicado conciliar imparcialidade e sentimentos como humanidade, e essa historia que chega a nós é mais um caso do sentimento de impotência que uma mãe tem em não ter  apoio e cuidados de onde não deveria faltar.

Trazemos a história de Jocelia Nascimento Costa, 35 anos, mãe de A.C.B, de 13 anos, que sofre de anemia falciforme, a doença hereditária mais comum no Brasil, sendo prevalente em afrodescendentes, entretanto, sendo o Brasil um país miscigenado, a doença tornou-se um problema de saúde pública.

Jocelia, que tem um filho de 13 anos com anemia falciforme, luta por tratamento adequado para a sua criança (Foto WhatsApp)

Dentre as principais complicações, destacam-se, crise de dor muscular nos braços, pernas e articulações, no tórax, abdômen e costas; icterícia; infecções, como pneumonia; anemia crônica; síndrome “mão  -pé”, inchaço e dor nos ossos das mãos e dos pés; acumulo de sangue no baço.

Segundo a mãe, a criança apresenta palidez e precisa receber sangue, situação infelizmente comum para pessoas que sofrem dessa doença, e ela é mais um caso do que acontece com as pessoas que tinham no HGLVF, um ponto de apoio, e com o fechamento para reforma, ficam à própria sorte.

O HGLVF não era o local ideal para o tratamento do filho, mas é o que abraçava a causa da criança para ela ter um atendimento digno. Ela literalmente não sabe o que fazer, pois com a saída do filho da unidade e as crises aumentando, não só com remédios se dá conta: Precisa de tratamento direcionado e adequado ao caso dele.

E mais uma vez, a distância do Regional para o local onde ela mora, na Morada do Porto, extremo da zona oeste da cidade, é mais um complicador. Como dona de casa e dependendo de amigos e parentes, fica uma imensa lacuna a ser preenchida.

“Queria que alguém pudesse me ajudar no caso de meu filho. Com o Regional fechado, estou na mão de Deus. Não tenho pra onde levar, e o HRCC (Hospital Costa do Cacau) não aceita meu filho. O que eu faço agora moço? O que eu faço agora?” – lamenta.

É óbvio que toda vida de um ente querido vale a pena. Essa mãe, como muitas outras, vai lutar até alcançar o impossível. Orações e todos os esforços para que a criança tenha conforto e medicação para amenizar os sintomas fazem parte do dia-a-dia da família. E o Ilhéus em Pauta torce para essa vida não vire mais uma triste estatística. E para uma mãe, não há obstáculo que ela não vença.

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