Documentário sobre Olavo de Carvalho exibido na UESC transcorreu sem problemas

Havia uma certa tensão na UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz) na noite de ontem (19), pois haveria uma exibição do documentário “O Jardim das Aflições”, muito debatido e també criticado por opositores a exibição em boa parte. Entretanto, nas dependências da universidade, a exibição transcorreu sem problemas.  Aproxidamente 60 pessoas estavam presentes, e como o ingresso era 1kg de alimentos não perecível, cerca 70 quilos de alimentos foram arrecadados e posteriormente serão doados a entidades carentes.

Em matéria feita pelo Ilhéus em Pauta (relembre aqui),a obra filmada em 2015 nos Estados Unidos, na cidade de Richmond, capital da Virgínia, O Jardim das Aflições retrata a obra, o pensamento e o cotidiano de Olavo de Carvalho. O cineasta foi Josias Téofilo.

Ainda de acordo com o release, a estreia do filme ocorreu em meio à controvérsia criada quando, no dia 10 de maio deste ano, sete diretores pediram a retirada de suas obras (curtas e longas-metragens) do festival Cine – PE, no Recife. Em nota, afirmaram que faziam isso em protesto contra a escolha, na edição deste ano, de filmes que favorecem “um discurso partidário alinhado à direita conservadora” — especialmente por causa da presença de O Jardim das Aflições, sobre um personagem descrito como “de extrema direita”.

Auditório Adonias Filho lotou para a exibição do documentário (Foto: João Barros Brasil)

Nenhum incidente foi registrado, a não ser a retirada dos cartazes promocionais do documentário, que foram repostos. João Barros Brasil, advogado, em entrevista ao IEP, deu a sua visão sobre o documentário: “Apesar de toda a polêmica registrada no resto do  pais, com manifestações contra e a favor, normais em qualquer processo democrático, a UESC está de parabéns em manter uma posição isenta e apartidária e permitir que as mais diversas vertentes e opiniões se sobressaíssem às criticas. Um belíssimo documentário e ainda conseguimos arrecadar mantimentos. O auditório (do pavilhão Adonias Filho, local da exibição) ficou cheio, muito bom mesmo.” – relatou.

Boa presença de público para exibição do documentário, que transcorreu sem incidentes (Foto: João Barros Brasil)

Como foi dito em reportagem recente do IEP, “quanto mais algo é combatido ou criticado, mais notoriedade e curiosidade se aplica sobre ele”. E apesar de toda expectativa feita e das posições prós e contras, o bom senso prevaleceu.

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