O Jardim das Aflições: Filme sobre Olavo de Carvalho em cartaz hoje na UESC

Hoje (19) no Pavilhão Adonias Filho, na UESC, será exibido o filme O Jardim das Aflições, que onde passa, desperta nas pessoas todo tipo de sentimento e opiniões as mais diversas possíveis.

Filmado em 2015 nos Estados Unidos, na cidade de Richmond, capital da Virgínia, O Jardim das Aflições retrata a obra, o pensamento e o cotidiano de Olavo de Carvalho. Homônimo do livro publicado em 1995 pelo filósofo, cujos temas — principalmente a ideia de jardim na tradição filosófica — são aproveitados, o filme capta a atmosfera de trabalho intelectual, o convívio familiar e, principalmente, o pensamento filosófico, expostos em momentos distintos da rotina do protagonista, com temas específicos encadeados em uma narrativa. A dualidade entre a vida cotidiana e a transcendência filosófica é o eixo de sustentação da obra, que documenta a filosofia corporificada pela sua presença do filósofo. Estão entre os temas abordados a relação indivíduo versus coletivo e a Teoria do Estado — elaborada a partir do debate Os EUA e a Nova Ordem Mundial, com o acadêmico russo Alexsandr Dughin, em 2011, sobre a posição dos EUA no século XXI. Também é tratada a relação entre poder e simbolismo e a degradação cultural.

Cartaz do filme

De acordo com o release distribuído pelo organizadores do filme, “o mais curioso é que, apesar da polêmica, não é um documentário político”, diz Josias Téofilo, cineasta responsável. “O Jardim das Aflições” retrata o cotidiano do filósofo em sua casa, na Virgínia. A obra capta a atmosfera de trabalho intelectual, convívio familiar e, principalmente, o seu pensamento filosófico — exposto em momentos distintos da sua rotina, com temas específicos encadeados numa narrativa. A dualidade entre a vida cotidiana e a transcendência filosófica é o eixo de sustentação do documentário, que mostra a filosofia de Olavo de Carvalho corporificada pela sua presença“.

Ainda de acordo com o release, a estreia do filme ocorreu em meio à controvérsia criada quando, no dia 10 de maio deste ano, sete diretores pediram a retirada de suas obras (curtas e longas-metragens) do festival Cine-PE, no Recife. Em nota, afirmaram que faziam isso em protesto contra a escolha, na edição deste ano, de filmes que favorecem “um discurso partidário alinhado à direita conservadora” — especialmente por causa da presença de O Jardim das Aflições, sobre um personagem descrito como “de extrema direita”.

Independente das opiniões prós e contra ao filme, “O Jardim das Aflições se diferencia da maior parte da produção cinematográfica brasileira pela forma com que foi viabilizado: sem verba pública, editais ou leis de incentivo, financiado através de uma rede de colaboradores, que se tornam também difusores do projeto. O filme captou cerca de 315 mil reais em três fases de arrecadação, por meio de 2800 investidores. Foi o maior  crowdfunding (financiamento coletivo) já feito no país”, segundo esse mesmo release.

Nos grupos de WhatsApp e demais plataformas daqui da região há uma agitação em torno do tema e não há, pelo menos no que se pode apurar, se haverá boicotes ou proibição e a exibição está mantida. O certo é que quanto mais algo é combatido ou criticado, mais notoriedade e curiosidade se aplica sobre ele. Clique neste link disponibilizado pela equipe responsavel e tire suas próprias conclusões.

 

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