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Torneio de Jiu Jitsu nos Estados Unidos teve como premiação 1 quilo de maconha

Um evento de Jiu Jitsu realizado no último domingo (10) no estado americano da Califórnia, denominado “High Rollerz BJJ”,  reuniu alguns competidores que mediram forças em regras adaptadas do Jiu Jitsu esportivo, de onde não existia pontuação.

Poderia ser mais um daqueles campeonatos locais onde os atletas competiam entre si, testavam seus limites e colocavam em prática os ensinamentos e horas de treinos em suas academias em busca de premiações e medalhas, o que é normal no esporte, mas no entanto, o que chamou a atenção foram em alguns momentos, inusitadas situações que não se resumiram aos bastidores.

Diante do olhar atento de Eddie Bravo, ex-lutador e promotor do torneio, Jeff Glover e Georgi Karakhanyan, protagonistas da superluta do show, fumaram um cigarro de maconha ainda no tatame e de kimono, pouco antes de duelarem em combate que terminou com a vitória do primeiro atleta citado.

Entusiastas e defensores da erva, os atletas competiram por um prêmio que em parte era pago em, veja só, maconha. Feliz com o triunfo, Jeff compartilhou imagens da conquista em suas redes sociais. Lembrando que o estado da Califórnia é o maior mercado de maconha recreativa regulamentada do mundo, com dezenas de lojas recém – licenciadas em todo o Estado norte-americano atendendo usuários que procuram a droga devido a seus efeitos psicoativos, bastando ter 21 anos de idade para comprar.

Em algumas publicações consultadas pelo Ilhéus em Pauta, o quilo da erva varia de R$ 20 a até R$ 3 mil reais, uma mera questão de oferta e procura e quase ela, cerca 90 por cento,  é oriundo do Paraguai, de onde é contrabandeado e chega aos grandes centros de cidades importantes do país.

Aqui na América do Sul, apenas o Uruguai regulamentou desde 2017 o consumo de maconha em lugares públicos e instituiu farmácias para venda do produto, com baixos níveis de THC (principio ativo da maconha), mas apenas para uruguaios, sendo proibido para estrangeiros.

Opinião IEP: O Jiu Jitsu como conhecemos hoje foi muito marginalizado no passado aqui no país sempre associando a Bad Boys e gente que se dizia atleta ou mestre e contribuindo para denegrir ainda mais a imagem. Mas, com o tempo e pessoas realmente engajadas a mudar a essa historia, precisou de anos de insistência e bons exemplos para que o esporte se profissionalizasse, com regras de conduta e sempre ligado a qualidade de vida, filosofia e meio de renda para muitos.

O site não critica quem faz uso da droga, lícitas ou não, cabendo a cada um a consequência dos seus atos, mas fazer isso publicamente, num torneio de Jiu Jitsu ou de qualquer esporte, tendo como protagonistas atletas que são referencias da Arte Marcial, é no mínimo questionável e vai na contramão daquilo que muitas academias sérias pregam em seus espaços. Que isso não seja o inicio de uma tendência e que seja uma lamentável exceção à regra.

*Com informações do Agencia Fight e Reuters / Créditos da imagem: Muito Mais Ação Jiu Jitsu

 

 

Mário Cardoso

44 anos, Graduando em Letras pela Universidade Estácio de Sá, colaborador deste site, administrador dos grupos Ilhéus Empregos e Classificados Ilhéus X Itabuna no Facebook.

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