Falta de materiais básicos compromete funcionamento de postos de saúde da Barra

Frequentemente a escassez de recursos destinados à saúde pública da qual dependem, na maioria das vezes, as camadas mais carentes da população, é noticiada pelos meios de comunicação de todo o Brasil. É fato que o poder público vem gastando mal o dinheiro destinado a esse setor de importância vital para todos.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, existem atualmente 1.158 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), construídas em todo o País que nunca foram colocadas em funcionamento, demonstrando a péssima situação da administração pública quando o assunto é saúde.

Além disso, muitos postos que chegam a funcionar, oferecem serviços precários com longa espera para consultas e exames, falta de médicos, remédios, material para curativos e até mesmo copos descartáveis. É o caso das unidades de saúde da Barra.

No posto do CSU um morador que preferiu manter sua identidade em sigilo, tentou marcar uma consulta sem êxito, pois faltava papel na impressora que emite as guias. O jovem, cansado de esperar, comprou com recursos próprios uma resma de papel para que não só ele, como outros moradores voltassem a ter acesso a alguns serviços suspensos como: marcação de exames, consultas e fisioterapia.

“Tive que comprar uma resma de papel e levar pra colaborar com o posto e assim, amenizar a situação por alguns dias. Nem copo descartável tem e as pessoas compartilham o mesmo, de plástico, desde janeiro. Isso acontece porque nosso prefeito é médico, imagine se não fosse?”, indaga o rapaz.
O mesmo complementa que por enquanto as marcações voltaram ao normal, mas para beber água, as pessoas ainda utilizam o mesmo copo. “Desde que Marão entrou no governo, nunca mandaram nada para esse posto. Está faltando tudo: papel ofício, copos descartáveis, luvas, ataduras e até algodão”, salienta.

Juliana Lucena, reside na Barra e diz que quase nunca vai ao posto citado nesta matéria, já que encontra dificuldades sempre que precisa. “Minha mãe utiliza às vezes para marcar exames, mas para ter atendimento, só com muita antecedência, porque se não for assim, não acha vaga. Uma vez precisei de um remédio e quando tentei pegar, fui informada que a farmácia estava fechada e não forneceriam mais medicamentos.”, explica a estudante de serviço social.

Ela afirma ainda que essa situação vem piorando de seis meses para cá, já que antes era possível conseguir atendimento, os remédios eram fornecidos e caso precisasse de um curativo, o mesmo era feito. “Hoje não é assim. Para marcar um exame, encontramos dificuldades e para atendimento com o próprio médico do posto tem que ser bem antes da data, o que fica um pouco complicado porque são poucas vagas.”, lamenta Juliana.

O posto da Av. Ubaitaba, também na barra, frequentemente está sem médico. Luciene Rebouças se queixa de que todas as vezes em que se dirige ao local, não encontra o profissional de saúde. “Eu não tenho condições de pagar por atendimento em uma clínica particular. A saúde está um caos. Entra prefeito, sai prefeito e não resolve nada. A gente chega no posto para marcar consulta, não tem previsão de quando haverá médico e a gente é que sofre.” finaliza.

Como sempre salientamos, nosso site está aberto a possíveis esclarecimentos da prefeitura municipal, bem como aguardamos melhorias para que sejam divulgadas boas notícias.

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