Febre amarela: Planos de ação das Secretarias de Saúde de Ilhéus e Itabuna

Como está amplamente divulgado pela imprensa nacional, os casos de febre amarela aumentaram e causaram preocupação em parte da população brasileira, principalmente nas regiões onde casos foram registrados, onde a procura pela vacina que previne  a doença também aumentou.

Itabuna e Ilhéus estão entre as 10 cidades mais populosas do estado (figurando entre a sexta e oitava colocação respectivamente) e juntas totalizam quase 400 mil pessoas, e como o caso de um homem do estado de São Paulo vindo de uma das áreas com registro da doença e que veio a óbito em Salvador, porque veio visitar parentes em Itaberaba (cidade a 400 km daqui desta região),  é considerado natural que pessoas ou os veículos de imprensa locais levantem questões. Em nenhum momento se questiona a capacidade operacional delas. O que pretende com isso é que, diante de  uma situação pontual, caso houvesse, e se elas estariam preparadas, como uma forma preventiva, se de fato esse cenário se mostrasse à prova.

“Hoje estamos falando no aumento da circulação viral e no aumento da incidência no número de casos, mas não em surto”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Nardi, em Brasília no último dia 16/01, em matéria publicada no site “em.com.br”.

Segundo informações  desse mesmo site, enquanto longas filas se formam em São Paulo e no Rio em busca de vacinas, o governo informou que desde julho passado foram confirmados 35 casos no Brasil, deixando 20 mortos, um aumento de 24 diagnósticos e 11 mortes em relação ao boletim da semana passada. Outros 145 casos seguem sob investigação.

Panorama dos casos registrados de febre amarela no pais até 14/01/2018 (Fonte: Ministério da Saúde)

No país, foram 20 casos confirmados e 11 óbitos até o dia 14/01 , e o estado mais afetado é São Paulo, que já viveu um primeiro episódio de vacinações em massa em outubro, depois de que dezenas de macacos com o vírus morreram em vários parques.

Dias antes da Secretaria de Saúde de Ilhéus lançar nota via Secom na última quarta feira (17), que está seguindo as recomendações feitas pelo Ministério da Saúde e está seguindo rotineiramente o processo de imunização, o Ilhéus em Pauta pediu por e-mail informações que, se em um cenário (ficticio) de um caso de febre amarela registrado e confirmado, tanto em Ilhéus e Itabuna, se as Secretarias de Saúde de cada cidade  e suas respectivas equipes estariam preparadas para o fato. Deixamos registrado via e-mail as seguintes perguntas:

1) Existe um plano de ação ou diretriz a ser adotada pelas Secretarias de Saúde de Ilhéus e Itabuna caso haja casos de febre amarela nas cidades?

2) Existe vacina  (fracionada ou dose única) disponíveis nos municípios?

3) Em caso positivo de um plano de ação ou diretriz, quanto tempo desde a informação do primeiro caso confirmado até a sua implantação?

4) Existe servidores (médicos / enfermeiros) treinados para esse caso específico, caso ocorra?

5) Qual o hospital ou centro de referência nas cidades (Ilhéus e Itabuna) para receber os casos de febre amarela, caso ocorra?

Lembrando mais uma vez: As regiões de Ilhéus e Itabuna estão fora das áreas de risco e não tem nada até o momento que justifique uma ação ou campanha, e também não há casos registrados. Por e-mail, Walkiria Freitas Cardeal, coordenadora de imunização da Sesau / Ilhéus nos deu retorno sobre o nosso pedido de informações:

“As medidas serão adotadas imediatamente caso ocorra casos confirmados em nosso município pela vigilância epidemiológica. Saliento que não estamos na área de risco e nem de recomendação para a campanha do próximo mês onde utilizaram doses fracionadas, aqui em nosso município a vacina está disponível na rotina, onde crianças de 9 meses recebem sua dose única, e pessoas menores de 60 anos que nunca tomaram, pessoas que estão indo viajar para as áreas de recomendação devem tomar sua dose (caso nunca tomaram) 15 dias antes  da viagem. Não estamos em campanha e gostaríamos que vocês divulgassem essa informação”.

Já com a Secretaria de Saúde de Itabuna tentamos via e-mail junto a assessoria de comunicação, que não deu retorno a nossa solicitação pedindo informações, mas o que tivemos foi apenas uma promessa que após alguns dias depois de feito, não se cumpriu. Mas havia uma publicação feita na última sexta-feira (19) feita pela Ascom-Itabuna que nos deu uma ideia de como os serviços de lá estão lidando com a situação:

“A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém como rotina em Itabuna, o calendário de vacina para todos os públicos. A imunização é realizada nas unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF), onde as doses são disponibilizadas diária e gratuitamente. A coordenadora da Rede de Frio da SMS, Camila Brito, informa, entretanto, que o município não está na lista das cidades baianas onde a vacinação contra a febre amarela deve ser intensificada, por esse motivo, não há necessidade das pessoas enfrentarem filas para serem imunizadas.  Ela reforça que Itabuna não está em campanha de vacinação contra febre amarela e que há estoque nas unidades, só que a prioridade é para as crianças a partir de seis meses de vida que estão incluídas no calendário nacional obrigatório de imunização e para pessoas que vão viajar para áreas consideradas endêmicas, a exemplo de Salvador, Camaçari, Itaparica, além de São Paulo e Rio de Janeiro.

A coordenadora informa também que, quem já se vacinou com a dose padrão da vacina contra a febre amarela não precisa se vacinar novamente. “A dose de reforço só é aplicada em quem recebeu a vacina fracionada, que não é o caso de Itabuna”. A vacina garante proteção contra a doença por oito a 10 anos.

Segundo as informações da propria coordenadora, a vacina contra a febre amarela será aplicada uma vez por semana, sempre as quartas-feiras, seguindo o cronograma normal elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde. Com relação aos idosos acima dos 60 anos, mulheres grávidas ou que estejam amamentando e portadores do HIV/Aids ou com doenças no sangue só podem receber a dose da vacina contra a febre amarela após serem avaliadas por um médico.

Veja no vídeo abaixo disponibilizado pelo Ministério da Saúde, as orientações básicas sobre a doença:

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