Terreiro de Matamba Tombenci Neto recebe roda de conversa sobre arte e ativismo de mulheres negras nesta sexta

Arte e ativismo de mulheres negras será o tema do primeiro Encontro da Oralidade do projeto Mãe Ilza Mukalê (MIM), promovido pela Organização Gongombira de Cultura e Cidadania, com promoção do Estado da Bahia. Em sua terceira edição, o evento será realizado no dia 3 de agosto, às 19 horas, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, em Ilhéus. A entrada é gratuita.

A primeira convidada de Mãe Ilza Mukalê é Marcela Bonfim, fotógrafa, economista e especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública que, atualmente, se dedica ao projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: Povos, Costumes e Influências Negras na Floresta, em que registra o legado da população negra amazônica.

O projeto teve início após encontrar dificuldade na busca pelo primeiro emprego, quando passou a sentir o peso do racismo, assim que concluiu a graduação em economia. Já em Rondônia, decidiu comprar uma câmera e fotografar pessoas negras em diversos locais, como comunidades quilombolas, terreiros de candomblé, festejos religiosos e penitenciárias.

Marcela se diz apreensiva em poder dividir um espaço com Mãe Ilza dentro de um terreiro cuja história de resistência é tão importante para as religiões de matriz africana em toda a Bahia. “Ter essa referência, como Mãe Ilza, tão próxima, é muito importante pra mim. É mais uma mulher negra de resistência, com uma história de luta incrível”, declarou a convidada.

O encontro também contará com a participação da cantora Eloah Monteiro, que irá apresentar canções do seu novo trabalho, com letras que retratam a força da mulher negra e nordestina.

Oficina de Fotografia

Além de participar do encontro, Marcela Bonfim também facilitará a oficina de fotografia para mulheres negras e indígenas, no dia 4 (sábado), a partir das 15 horas. As inscrições são gratuitas, sendo necessário apenas preencher o formulário disponível neste link http://matambatombencineto.blogspot.com.

A oficina será, segundo a fotógrafa, uma experiência imagética que busca estimular a descolonização do pensamento a partir da criação de narrativas que envolvam a história da imagem. Marcela completa “será um momento de ressignificação e análise de histórias que envolvam as imagens e o percurso de vida das oficineiras.”.

A terceira edição do projeto Mãe Ilza Mukalê também conta com outras oficinas gratuitas, de Dança, Percussão, Turbantes e Penteados Afro, Encadernações e Projetos Editoriais Artesanais. Interessados podem se inscrever on-line ou presencialmente na sede da instituição, localizada na Avenida Brasil, 506, Alto da Conquista.

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