Em encontro histórico com EUA, Coreia do Norte se compromete com desnuclearização

O primeiro encontro na história de líderes da Coréia do Norte e Estados Unidos começou com um aperto de mãos no salão decorado com as bandeiras dos dois países, que têm as mesmas cores.

No começo da reunião, foram quarenta minutos de conversa reservada, só com a presença de intérpretes, prática incomum em negociações internacionais de alto risco. Na segunda parte da agenda, Kim Jong-un e Trump tiveram mais um encontro acompanhados por altos funcionários norte-coreanos, o secretário de estado Mike Pompeo e a comitiva americana.

Depois do primeiro encontro cara a cara e da conversa reservada, o presidente dos Estados Unidos disse que a conversa com o norte-coreano estava indo, muito, muito bem. Sem economizar elogios, Trump, que havia ameaçado sair no meio da reunião se as expectativas não fossem atendidas, também falou que o relacionamento estava excelente.

Na reunião, o líder norte-coreano mostrou um tom diferente das provocações de três meses atrás, quando o encontro, se já era cogitado, ainda era segredo diplomático. Filosófico, Kim refletiu que não tinha sido fácil chegar até aquele ponto, que ambos conseguiram vencer amarras do passado, velhas práticas e preconceitos, para que pudessem estar ali.

A Coréia do Norte se comprometeu com a desnuclearização completa da península coreana, mas o resultado real dessa cúpula só será conhecido no médio e longo prazos. O que se viu em um ano e meio de governo Trump na relação com a Coréia do Norte foi do alerta máximo de guerra a uma sempre almejada, promessa de paz.

*Com informações da Agência Brasil

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